quarta-feira, 30 de março de 2011

Bullying... qual o foco?


Hoje decidi admitir algo que fazia e me envergonho e me arrependo imensamente, sim, eu praticava bullying na escola contra colegas de classe, porém não me justificando, mas analisando o que me fazia a pratica-lo percebi que era uma forma de auto defesa, pois por ser gordinha sempre tinha aqueles que tentavam me agredir, colocando apelidos e coisas assim, e como forma de desviar a atenção de mim, eu apelidava outros colegas mais tímidos.
Por isso que hoje quando ouço falar de bullying penso imediatamente no agressor, pois antes de ser ele é uma vítima, pois pode ter um complexo como eu tinha, pode sofrer violências em outros âmbitos de sua vida, tem uma conturbada vida doméstica, enfim, inúmeros fatores sociais que o levam a cometerem tais atos, portanto, é de extrema importância procurar saber a origem de tamanha agressividade, é crucial que o agressor não seja meramente punido por seus atos, sem que se busque a base deles.
Devemos lembrar que somos frutos de nossas relações, somos construções históricas que sofrem grandes influências e que portanto são raros os casos em que a violência é algo cognitivo, logo, tratar o indivíduo sem mexer em seu cotidiano será frustrante!
Além disso, devemos parar de trata-los como meros depósitos de informação, sem opinião, sem direito à voz, sem vontades, que só sabem contrariar os adultos e quebrar as regras (por que será?).
Claro que adolescentes não são anjinhos, santos, uns tem temperamentos fortes, se impõem das mais diversas formas (desafiando o adulto, depredando patrimônios alheios, etc.), porém não são cruéis por natureza (com exceção de casos cognitivos diagnosticados corretamente por profissionais capacitados para tanto), é preciso não puxar-lhes a rédea, mas mostrar-lhes outras direções...
Foto tirada por Felipe Rodrigues

sexta-feira, 11 de março de 2011

O DIREITO A MORADIA Por Nando Cordel 11/02/2011 às 22:07











O direito a moradia
Devia ser tão sagrado.
Um ser que habita a terra
Não pode ficar largado,
Na chuva, no frio ou sol
Na rua abandonado.
Não podemos aceitar
Tamanha desigualdade.
Alguns moram em palacete
Outros ficam na saudade.
Dorme, mora a céu aberto
Por fora da sociedade.

Moradia é um direito
De toda população.
Por isso que exigimos
Do governo de plantão.
Que construa urgentemente
Um plano de habitação.

Chegamos a três jornadas
Defendendo a moradia.
Deve ser o compromisso
De uma democracia.
Para conquistar o teto
Pra o povo sorrir um dia.

Em um país que se preza,
O povo tem seu abrigo.
E se vive descoberto
Não pode ser um castigo.
Quem viola esse direito
Pra gente não é amigo.

Construir mega projetos
Não é a prioridade.
Os seus impactos danosos
Danifica a cidade,
Atrasa o meio ambiente
Gerando calamidade.

Os eventos esportivos
Traz grande badalação.
E sempre o favorecido
Tem grana que faz montão.
Ficando a margem de tudo
Parte da população.

Se remove moradores
De onde estão instalados.
Por coerção e ameaças
Das casas são despejados.
Deixam no olho da rua
Com medo e apavorados.

Quando passa os eventos
O mundo volta à rotina.
Tudo foi uma falsidade
Dessa elite cretina,
Que mascara a realidade
Com fumaça de cortina.

Pra copa e olimpíada
A cidade faz jogada
Esconde sua pobreza,
Encoberta por fachada.
O brilho aparente chega
Na rua e na calçada.

A multidão da cidade
É apenas figurante.
São os gringos e os ricaços
Que no mundo flutuante
Aproveita da festança
Faz seu gasto extravagante.

Que nesse novo encontro
Avancemos nessa luta.
E o direito a morada
Venha já pra quem labuta.
Por isso seja mais um
Para vencer a disputa.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Que país é esse?

Onde para o aumento no salário dos congressistas para R$15.00,00, fora os benefícios, sai sem nem sabermos direito da sua votação enquanto para aumentar míseros R$35,00 no salário mínimo foi uma guerra!
Aliás sobreviver com R$545,00 é um verdadeiro milagre!!!
Incrível como um país onde cerca de 29% dos trabalhadores ocupados recebem apenas R$545,00 mensal e ainda pode ser a sétima maior economia do mundo!!!
Mas o pior é ver gente ainda culpando esses trabalhadores por suas misérias, chamando-os de acomodados! 
Ah esqueci, é  velha história implantada pelos capitalistas nas nossas cabeças de que todos podem ser ricos, ou melhorar de vida, basta trabalhar a vida inteira, afinal, pra que viver? Deixa o lazer para os ricos...
Mas só um detalhe, dos 190.732.694 habitantes brasileiros, quais viraram milhonarios, ou melhoraram significamente suas vidas através do trabalho? Acho meio desproporcional não, para um sistema que se diz justo...

terça-feira, 1 de março de 2011

Certezas - Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Caminho da VidaO Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será   de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aos poucos eu percebi...

Que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa". Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!
(Mário Quintana)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nota de Repúdio Contra Violência da PM do Estado de São Paulo

Foto retirada de: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,protesto-contra-alta-do-onibus-em-sp-acaba-em-confronto-com-a-pm,680968,0.htm
Em 17/02/2011, foi realizado na cidade de São Paulo mais um ato contra o aumento da tarifa de ônibus, em que novamente o Estado mostrou sua função social.
Desde o início do mês de Janeiro, o MPL (Movimento Passe Livre) junto ao movimento estudantil, organizações de esquerda, militantes autônomos e trabalhadores vem organizando manifestações no centro da cidade de São Paulo, protestando contra o aumento da tarifa municipal de transporte. Desde o primeiro ato os manifestantes já foram recebidos com violência pelos agentes da PM, que violam e negam os direitos civis, utilizando-se deste aparelho repressor, com práticas truculentas agredindo os manifestantes com gás lacrimogêneo, balas de borracha, cassetetes e spray de pimenta.
No dia 17/02/2011, durante o sexto ato, um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais. Mesmo o estudante estando imobilizada, os PM’s continuaram agredindo-o com  chutes e golpes de cassetete. O jovem foi encaminhado, algemado sob custódia da polícia, ao Hospital Servidor Público onde passou por uma cirurgia de aproximadamente 7 horas, depois de aguardar 24 horas pela liberação de um leito, durante esse período o mesmo sofria ameaças da polícia.
O Centro Acadêmico de Serviço Social da PUC-SP vêm por meio desta expressar seu repúdio a ação covarde da polícia contra o manifestante e a toda forma de repressão que viole o direito a liberdade de expressão.
E assim, demonstramos toda nossa solidariedade e apoio ao companheiro e Assistente Social Vinícius.

Centro Acadêmico Serviço Social PUC-SP


Obs: Faço minhas as palavras do CASS PUC-SP, por isso tal nota fica aqui postada!